Vídeos Chat Fotos Mensagens Mural Reportagem Shopping Home
Mural do Opção
Aula de canto
Inscrição
DVD Um Natal Inesquecível
Aulas de canto

Ver Mensagens...

Agenda

Ver Agenda dos próximos Ensaios ...

Publicidade

 




www.itdigital.com.br
 


Compreensão e Formação Musical

Por:  Israel Cardoso - 25/4/2005 / 08:35

Compreensão e Formação Musical

Existe uma grande diferença entre ser um Instrumentista e ser um Músico, no nosso meio musical tanto profissional como amador, na sua Igreja, Banda e etc, existem grandes instrumentistas, eles são técnicos, virtuoses, e são admirados por isso, mais eles infelizmente não são Músicos. Mas Por que?

Papel do Musico

Na idade Média, havia uma separação entre os teóricos, prática e músicos “completos”. O teórico era aquele que compreendida a construção da música, mas não a executava (Ocasionalmente encontramos certos reflexos desta concepção nos musicólogos atuais). O Prático, ao contrário, não possuía qualquer conhecimento teórico a respeito de música, mas sabia tocá-la. O Musico Completo, o que era tanto teórico quanto pratico. Este conhecia e entendia a teoria, mas não a considerava como uma coisa isolada e dissociada de uma pratica auto-suficiente; Quem representa atualmente este tipo de músicos, são os compositores, ele possui o saber teórico, conhece as possibilidades praticas; mas falta lhe o contato vivo com o ouvinte, com as pessoas que têm uma imperiosa necessidade de sua musica. 
Sem dúvida alguma, ele carece daquele desejo vivo com o ouvinte, com as pessoas que têm uma imperiosa necessidade de musica. Já o pratico, o instrumentista, é em principio tão ignorante como era há vários séculos. Ah ele só interessa a execução, a perfeição técnica, ovação em concerto, ou o sucesso. Não cria musica, ao contrario dos músicos de época anteriores que só tocavam obras de seus contemporâneos. 
Nossa vida musical, portanto, encontra-se numa situação fatal: por todo lado há óperas, orquestras sinfônicas, salas de concerto, enfim, uma rica e variada oferta para o publico. Mas não tocamos musica que compreendemos, é tudo feita em outra época.

Formação dos Músicos

Quanto à formação dos músicos, esta se dava da seguinte maneira em épocas anteriores: o músico formava aprendizes de acordo com a sua especialidade. Havia uma relação entre aprendiz e mestre na música. Ia-se a um determinado mestre aprender com ele o “oficio”, sua maneira de fazer musica. Há em todo desenvolvimento algumas interessantes rupturas que passaram a questionar e modificar a relação entre mestre-aprendiz. Uma destas rupturas foi a Revolução Francesa. A relação mestre aprendiz foi substituída por um sistema, por uma instituição: o conservatório. Poder-se-ia qualificar o sistema deste conservatório de educação político-musical. A Revolução Francesa tinha todos ao seu lado, logo percebeu que, com a ajuda da arte, em especial da musica, se poderia influenciar as pessoas. Naturalmente que o aproveitamento político da arte para clara doutrinar o cidadão.
No Método Francês, tratava-se de integrar a musica ao processo político geral, através de uma minuciosa uniformização dos estilos musicais.

Conservatório e novo Método Francês de Ensino de Musica

A musica deve ser uma “língua” que todos entendam, sem precisar aprendê-la. Estas exigências só foram necessárias e possíveis porque a musica da época precedente dirigia-se primeiramente aos “cultos”, às pessoas que aprenderam a linguagem musical. A Educação do Ocidente sempre foi parte integrante e essencial da educação. Quando se renunciou à educação musical tradicional, as comunidades elitistas de músicos e ouvintes cultos deixam de existir. A partir do momento em que a musica deve ser dirigida a todos, que o ouvinte não precisa mais compreender nada de música, torna-se necessário eliminar qualquer discurso que exija compreensão; o compositor precisa escrever uma música que, da forma mais fácil e acessível possível, se dirija diretamente à sensibilidade do publico. 
Nestas condições, Cherubini colocou um termo na antiga relação mestre-aprendiz no conservatório. Ele encomendou às grandes autoridades da época obras didáticas, que deveriam realizar, na música um novo ideal de igualdade. Foi neste contexto que Bailtot escreveu a ARTE DO VIOLINO e Kreutzer se ESTUDOS. Os mais importante professores de musica da França precisavam consignar as novas idéias do sistema rígido. Tecnicamente, tratava-se de substituir a retórica pela pintura. Foi assim que se desenvolveram o “sostenuto”, a grande linha, o legato moderno. Esta revolução musical foi de tal forma radicalmente levada adiante que, em algumas décadas por toda a Europa, os músicos passaram a ser formado pelo sistema do conservatório.

Conclusão

O fato de você tocar um instrumento, não o torna musico, mais podemos resolver isto estudando, o que é preciso para você ter uma formação completa musical você precisa conhecer, História da Música Ocidental, Linguagem e Estruturação Musical (Antes chamada de Teoria Musical), Harmonia, Contraponto entre outras matérias importantes. Todos estes estudos se refletem na maneira que você executa o seu instrumento, a todo o momento que você abre o hinário da sua igreja, o arranjo do seu maestro, ali esta ocorrendo uma passagem com contraponto, uma harmonia, existe notações musicais a qual você deve conhecer para poder executar corretamente a peça, e aquele estilo de música que você acredita que seja novo e do nosso século pode ser um estilo muito mais antigo do que você imagina, como Renascentista, Barroco, Clássico, Romântico ou Contemporâneo. Tudo existe um passado, e que muito importante você ter claro isso na sua cabeça, nada é novo a musica do nosso século é a Serialista, Atonal, Musica Eletrônica, Jazz (Isto engloba tudo que é tido por musica atual, Blues, Funk, Soul, Rock etc, tudo saio do Jazz – mais isto é outro assunto que será discutido em outra oportunidade). Isto já é “meio caminho andado” para você tornar um grande músico, não é necessário você ser um grande instrumentista para ser um grande musico, que o mais importante. Pense nisto!

Matéria por Israel Cardoso para o site da Orquestra Filarmônica Adnipo e Coral Adnipo
Princípios fundamentais da Música e da Interpretação
Bibliografia: Harnoncourt, Nikolaus “O Discurso dos Sons”, Jorge Zahar Editor, 1984.
Trabalho de Repertório da FAAM – Professor Sidney Molina



Opção Gospel 2006 ©

FaleConosco@opcaoGospel.com.br
Site desenvolvido por WebInaBox